A cesareana

A Cesariana

Graças a ela nossa história começou

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Filho, como eu te amo! Éramos maravilhosamente nós dois, intensamente juntos todos estes meses.

Te senti, te carreguei e juntos planejamos e sonhamos como seria o dia e que te receberia em meus braços. Seria da maneira mais natural possível. Nos preparamos para isto, não foi?

E naquele dia, em que os astros se voltaram para nós e seu corpo se sentiu pronto para sair de dentro do meu, o trabalho de parto chegou.

Como numa dança, senti as contrações me abraçando. Aos poucos, me entreguei àquela atmosfera de amor e hormônios que me fizeram sentir que você estava cada vez mais perto.

Senti  meu corpo se abrindo, senti você tentando se posicionar. Você ficava paradinho durante as contrações, e depois se movimentava entre elas. Seu pai, carinhosamente, me abraçou e entrou no nosso mundo se tornando um aliado que me trouxe forças para seguir naquelas horas.

Era tudo colorido, era tudo mágico. Havia dor, sim, mas não havia sofrimento. Me sentia amparada por pessoas que me transmitiam segurança e por você, meu querido filho, que estava comigo naquela jornada.

Mas teve um momento que tudo parou. Senti fortemente que algo estava errado. As contrações ficaram muito intensas e você já não descia no canal como antes. Me senti cansada e desesperada. As pessoas sussurravam baixinho naquela suíte de parto e levaram seu pai para fora, como se quisessem dar alguma notícia ruim para ele.

Eu já sabia. Algo de errado estava acontecendo. Havia sangue. Minha doula abraçou seu pai e ao abrir meus olhos lá estavam eles: aquelas pessoas vestidas de azul, com máscaras nos rostos e toucas nas cabeças. Seguraram a minha mãe e disseram: tudo bem, vai dar tudo certo!

Segurei firmemente nas mãos do meu obstetra e do meu anestesista: estávamos salvos, filho! A cesariana! Era como se nós estivéssemos em um pequeno barquinho em alto mar, e nosso barquinho estivesse afundando, filho, eu e você! Mas alguém veio com um grande bote nos salvar, e este bote era a cesariana!

Poucos minutos e, com minhas mãos agarradas às mãos do seu pai e da nossa doula, vi você nascer, carinhosamente extraído por uma cirurgia que salvou as nossas vidas.

Ali começou a nossa história. A sua história, filho, começa com a gratidão a esta tal de cesariana. Uma maravilhosa cirurgia que, quando bem indicada, salva vidas. E a estes tais médicos obstetras que operam cesarianas e salvam vidas de mães e bebês todos os dias.

Quésia Villamil, Médico Ginecologista e Obstetra

CRM 40-477

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