assoalho-pelvico

O assoalho pélvico, conhecido também como períneo, é formado por um conjunto de músculos que fecham a parte inferior da pelve, envolvendo os orifícios da uretra, vagina e ânus. Tem função de sustentação dos órgãos internos (útero, bexiga e ânus), participam da atividade sexual, controlam a eliminação de urina e fezes, além permitir a passagem do bebê na hora do parto.

Como o assoalho pélvico se modifica na gravidez?

Na gravidez, a musculatura do assoalho pélvico tende a ficar mais alongada e sobrecarregada devido ao crescimento uterino e alterações hormonais. Isso pode favorecer alguma disfunção como perda involuntária de urina, gases ou fezes, disfunção sexual e queda de bexiga.

Como é feita a avaliação do assoalho pélvico?

A avaliação é realizada de forma individualizada por fisioterapeuta especializado. Será investigada a presença de alguma disfunção do assoalho pélvico e o fisioterapeuta fará um exame físico da região para avaliar a capacidade de contração e relaxamento muscular, força e resistência, além de avaliar a rigidez da musculatura. Um aparelho específico também é utilizado para mensurar a força muscular.

 

Quando devo realizar a avaliação do assoalho pélvico?

A avaliação do assoalho pélvico deve ser realizada preferencialmente antes da gravidez ou assim que a gravidez for constatada, mesmo na ausência de sintomas. A partir da avaliação das condições musculares, o fisioterapeuta irá sugerir os exercícios indicados para cada caso.

 

Qual a importância dos cuidados com o assoalho pélvico?

Evidências atuais comprovam que exercícios bem conduzidos previnem e diminuem os sintomas associados às disfunções do assoalho pélvico não só na gravidez e após o parto, mas também em outras fases da vida como a menopausa, quando a chance de problemas também é maior.

Acredita-se ainda que a melhora do controle e da coordenação muscular facilite o parto pelo relaxamento consciente da musculatura, que favorece a passagem do bebê com menor estresse muscular. O trauma perineal durante o parto pode ainda ser prevenido através da massagem perineal, realizada a partir de 34 semanas de gravidez, com o objetivo de aumentar a flexibilidade dos músculos do assoalho pélvico. A realização da massagem deve ser liberada pelo obstetra e orientada pelo fisioterapeuta.

Renata Cangussu

Coordenadora do Serviço de Fisioterapia do Instituto Nascer

Assoalho Pélvico: por que avaliar?,