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Carta aos colegas médicos(as) obstetras, enfermeiros(as) obstetras

Caros e caras colegas médicos e médicas obstetras, enfermeiros e enfermeiras obstétricas.

Estamos vivendo um momento ímpar na humanidade, onde um inimigo invisível, silencioso e sorrateiro está ameaçando o tecido social e as relações humanas, colocando-as em um patamar aparentemente nunca visto na história, talvez comparável aos desafios enfrentados pelas nações e povos do mundo que tiveram que enfrentar o terror e o flagelo da segunda guerra mundial.

Mas, desta vez, os soldados e soldadas, guerreiros e guerreiras que são convocados para combater o inimigo mortal não portam armas de fogo, bombas, granadas, que foram construídas para matar e destruir. Para isso trazem consigo o compromisso da defesa da vida, escuta atenta, mãos carinhosas, estetoscópios, termômetros. São médicos e médicas, enfermeiros e enfermeiras, além de outros profissionais de saúde. Mas, por portarem armas que salvam e não matam, não estão imunes ao ataque do inimigo.

Nós médicos e médicas obstetras, enfermeiros e enfermeiras obstétricas, além de todos os outros profissionais de saúde que estão ao nosso lado, enfrentamos um desafio ainda maior. As mulheres continuarão a gerar e ter filhos e filhas, continuarão a ter problemas na gravidez, necessitando da nossa ajuda e cuidados e ainda mais, estarem ameaçadas pelo inimigo. É nossa tarefa e dever, como guardiões do desabrochar da vida, continuar a cuidar delas e protege-las com todo o nosso carinho, conhecimento e atenção.

Sei que não é fácil. Nessa guerra para a qual fomos convocados, não por governos, mas pelos nossos juramentos profissionais e pelas nossas consciências, temos que nos preocupar também com a nossa saúde e bem-estar assim como a de nossos entes queridos que estão em casa, muitos deles em situação vulnerável, com certeza nos apoiando mas, também apreensivos em relação a nós e a si mesmos. Isso, no entanto, não deve contribuir para nos esmorecer e impedir que cumpramos nossa missão principal, a de defesa da vida, promoção de conforto e alívio da dor física e mental.

Devemos continuar a oferecer tudo que estiver ao nosso alcance para derrotar o inimigo que nos ameaça, além de protegermos a nós mesmos, nossas famílias e aqueles que amamos. Devemos utilizar e colocar em prática tudo que temos aprendido para que, no final, saiamos dessa guerra vitoriosos e possamos comemorar com nossos familiares e entes queridos, vivos e saudáveis. 

Um abraço de longe (no mínimo 2 metros) a todos e todas.

Com amor e dedicação venceremos.

João Batista Marinho de Castro Lima, Médico obstetra e Diretor Clínico do Hospital Sofia Feldman de Belo Horizonte.