Diástase pós-parto: o que fazer?

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A diástase do músculo reto abdominal é um afastamento indolor da aponeurose desta

musculatura que ocorre durante a gravidez e pode persistir após o parto. É causada pelo

estiramento da musculatura abdominal induzido pelo crescimento uterino e alterações

hormonais.

Quais são as consequências da diástase?

Apesar de ser fisiológica, algumas mulheres podem ter uma diástase maior do que o

considerado normal, que é de até 3 cm. Na gravidez a diástase pode aumentar o risco de dores

lombares ou pélvicas e favorecer o surgimento de hérnia umbilical. Após o parto, além das

consequências citadas, pode haver protrusão do abdome, aquela “barriguinha pós-parto”,

agravada geralmente por fraqueza da musculatura abdominal, devido ao estiramento

excessivo durante a gravidez ou mesmo por condições prévias à gravidez.

Devo usar cinta após o parto?

A cinta abdominal, ao contrário do que muitos pensam, não ajuda no retorno da musculatura.

Seu objetivo é oferecer conforto e melhorar a estética externa, não deve substituir a função

muscular. Mulheres que fazem uso da cinta por muito tempo podem ter até um

enfraquecimento da musculatura abdominal.

O que posso fazer para melhorar a diástase?

Exercícios específicos para a musculatura profunda do abdome e também associados ao

trabalho de outros músculos, tem se mostrado benéficos. Exercícios abdominais clássicos com

flexão do tronco são hiperpressivos e devem ser evitados nos casos de diástase significativa,

além de prejudicarem a região perineal.

Manter uma contração do abdome, inclusive com o uso da cinta, é fundamental para proteger

a coluna e manter a função muscular. A preocupação em manter uma boa postura, realizar

movimentos do dia-a-dia de forma correta e ter uma alimentação equilibrada também

ajudam.

O início de um programa de fortalecimento abdominal, supervisionado por um profissional

capacitado, é recomendado assim que liberado pelo obstetra para reduzir a temida

“barriguinha pós-parto”.

Renata Cangussu

Coordenadora do Serviço de Fisioterapia do Instituto Nascer

Diástase pós-parto: o que fazer?,

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