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Consulta Pré-natal com Pediatra

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Consulta Pre-natal com Pediatra
Consulta Pré-natal com Pediatra
A assistência à saúde da criança deve se iniciar antes de seu nascimento. Vários estudos têm demonstrado que as consultas de acompanhamento pediátrico, nos períodos pré e perinatal, conseguem reduzir a morbimortalidade materna e do recém-nato.
A consulta pediátrica no pré-natal proporciona à família um vínculo com o pediatra já antes do nascimento da criança. Inúmeros são os objetivos que devem ser atingidos com esta consulta. Dentre eles pode-se destacar.
– Estabelecer a relação entre o médico e os pais antes do nascimento da criança
A consulta pré-natal possibilita a formação de um vínculo entre o pediatra e a família, contribuindo para as futuras visitas de supervisão de saúde. Prepara os pais para o cuidado do desenvolvimento físico e psicológico da criança.
Também a consulta pré-natal com o pediatra permite o estabelecimento da confiança dos pais no pediatra, especialmente se for necessário o encaminhamento do recém-nascido a outro centro de tratamento, caso a criança necessite de cuidados médicos especiais.
– Coletar informações básicas
É importante obter informações acerca dos sentimentos dos pais em relação à gestação. Devem ser discutidos com eles os anseios, preocupações e necessidades em relação à criança.
É primordial coletar dados sobre a saúde materna e o resultado dos principais exames (anti HIV, VDRL, HbsAg, toxoplasmose, hemograma e EAS).
Alguns questionamentos, além da história médica dos pais, devem ser feitos: relacionamento do casal, problemas com as gestações anteriores, medo de doenças genéticas, experiências prévias, estrutura econômica da família, expectativa em relação ao estilo de vida futuro.
É importante questionar e discutir sobre os hábitos de vida, tais como tabagismo, uso de álcool ou drogas ilícitas.
Outras questões devem ser abordadas: idade dos pais, suporte familiar, época do retorno ao trabalho e a estrutura que utilizarão nesse momento para o cuidado do filho.
Fatores que possam interferir na estabilidade emocional dos pais devem ser discutidos, como por exemplo: emprego, moradia, efeito da chegada da criança na família e o relacionamento entre os irmãos.
– Fornecer informações e aconselhamentos
É papel do pediatra, acompanhar a gestação e o parto, apoiar e orientar cuidados com a mãe e o bebê. Desempenhará assim a importante função de “cuidador”, procurando orientar a família em relação às necessidades nutricionais e de saúde, além de diminuir o estresse familiar.
Esse é o momento apropriado para iniciar a discussão sobre as vantagens do aleitamento materno, técnicas, dificuldades e dúvidas sobre amamentação. Também é o momento de esclarecer as principais dúvidas dos pais em relação ao bebê que vai nascer. Pode ser indicada e estimulada a leitura de literatura sobre o assunto.
– Identificar situações de risco na gestação
As principais situações de risco são: pais adolescentes, mãe solteira, pais com história de anormalidades genéticas, uso de drogas ou risco de violência doméstica. Quando necessário, os pais devem ser encaminhados para atendimento especial (geneticista, grupos de suporte, conselho tutelar etc.) e preparados para possíveis problemas com a criança.
– Fornecer apoio para a função de mãe e pai
É função do pediatra, auxiliar os pais a serem competentes cuidadores de seus filhos. Esse processo deve começar antes do nascimento do bebê, através da discussão de conceitos essenciais a essa prática. É o momento para começar a trabalhar o papel dos pais (p. ex., no cuidado diário com o bebê, na troca de fraldas, no cuidado noturno).
– Orientação aos pais
Combinar com os pais a forma de comunicação com a pediatra (telefone, celular, mensagens, email e etc).
Texto: Dr. Dioclécio Campos Júnior – Sociedade Brasileira de Pediatria 

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