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É possível ser feliz após uma depressão pós-parto?

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É possível ser feliz após uma depressão pós-parto?

 

Daniela Bittar CRP-04/41930- Psicóloga do Instituto Nascer

 

A partir do momento que a mulher certifica-se da gravidez, tudo o mais em sua vida será diferente. O nascimento de uma criança é um acontecimento marcante que pode trazer muito crescimento pessoal. É uma experiência incomparável, que afeta as emoções e os sentimentos mais profundos.

Os primeiros dias que seguem o nascimento do bebê representam um período de transição e adaptação a uma nova realidade de vida, caracterizados por momentos de grande fragilidade psíquica e física da mulher. Com o pico no 5º dia após o parto pode ocorrer um estado depressivo benigno e transitório chamado “baby blues” ou “pós-parto blues”. É um estado de labilidade emocional que tem como sintomas o choro fácil, irritabilidade, ansiedade, cansaço e dificuldade para dormir e em geral estão relacionados a uma falta de confiança em si mesma que gera um sentimento de incapacidade na mulher. Este fenômeno do “baby blues” não é grave, é totalmente compreensível e desaparece por volta da segunda semana após o parto. Neste caso, não é necessário o uso de medicamentos, mas sim o amparo de pessoas que escutem esta nova mãe, sem julgamentos.

O que caracteriza primeiramente a diferença do perfil psicológico do baby blues para a depressão pós-parto é a duração. O tempo aceitável do baby blues é de 15 dias após o parto, se passada a segunda semana os sintomas continuarem a evoluir, deve-se dar mais atenção a esta mulher. A depressão pós-parto normalmente é desencadeada pela mudança de papéis e da situação pessoal da mãe logo que o filho nasce e geralmente está limitada ao período específico entre os primeiros seis meses até um ano após o parto. Além de uma tristeza constante, outros sintomas estão presentes: sentir-se inútil ou culpada sem motivo, sentir que não é uma boa mãe e que não sabe cuidar do bebê, achar que está sobrecarregada, pensar em morte ou suicídio, distanciar-se da criança ou sentir-se rejeitada pela presença dela.

Algumas vezes a depressão pós-parto não é notada, pois muitas mães tentam escondê-la por vergonha, culpa ou medo. Em outros casos é necessário a intervenção e o suporte de alguém próximo que observe os sintomas característicos de uma depressão, uma vez que a mulher está confusa com tantos sentimentos ambíguos e não consegue perceber que está precisando de ajuda. A orientação médica e um acompanhamento psicoterapêutico são vitais para a saúde emocional tanto da mãe quanto do bebê e da família como um todo. Sabe-se que filhos de pais deprimidos tendem a sofrer mais de ansiedade, fobias e depressão.

Por diferentes motivos, há mulheres que apresentam alguns sintomas depressivos ainda na gestação. Nestes casos, a indicação é que se procure ajuda rapidamente para que haja tempo de uma preparação e reflexão dos sentimentos em relação a si mesma, em relação à nova identidade e em relação à nova vida, favorecendo um fluxo equilibrado de emoção e comunicação entre mãe, pai e bebê.

A depressão pós-parto tem cura e é de suma importância buscar ajuda especializada. Sentir-se culpada, envergonhada, abafar os sentimentos e sofrer em silêncio não fará com que o problema seja resolvido. Tomando os cuidados necessários, as novas mamães se surpreenderão com a descoberta da própria capacidade interna de amar seus filhos e a si mesmas, passando assim, de um período de escuridão para momentos de vivências iluminadas. Não ignorar as dificuldades é um passo imprescindível para superá-las.


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