Os primeiros 1000 dias de vida se referem ao período que vai do início da gestação até os 2 anos de idade.

Esse intervalo é considerado precioso, pois pode mudar radicalmente o destino da criança, não apenas em termos biológicos (crescimento e desenvolvimento), mas também em questões intelectuais e sociais.

Você já imaginou que suas primeiras decisões têm a possibilidade de influenciar a saúde, as atividades físicas e as habilidades de aprendizado do seu filho? Na gestação, quando uma mãe escolhe se alimentar de uma forma saudável, já está fazendo uma programação genética para a saúde do seu filho na vida adulta.

Planejamento

Ao planejar uma gravidez, a mulher deve fazer uma série de mudanças em seu estilo de vida. Isso inclui abandonar certos hábitos – como fumar, ingerir bebidas alcoólicas e comer alimentos industrializados, gordurosos e cheios de açúcar – e adotar outros, a exemplo de uma alimentação balanceada (rica em frutas, verduras, cereais e carnes magras) e a prática de atividade física. Vale lembrar, é claro, que tudo isso deve ser feito sob a orientação de um médico.

Outra medida importante é a suplementação de nutrientes que estejam em falta no organismo da futura mamãe. Nesse caso, o principal é o ácido fólico, vitamina do complexo B que participa, já nas primeiras semanas de gravidez, da formação do tubo neural do feto – e que a maioria das mulheres não apresenta em doses adequadas. O consumo desse nutriente deve começar no mínimo 30 dias antes de engravidar.

E não pense que é só o físico que precisa de cuidados. Fortalecer o lado emocional da mãe, do pai e do casal é fundamental para que a gravidez e a criação do bebê ocorra com tranquilidade.

Alimentação

Ter uma alimentação equilibrada se torna ainda mais importante durante os nove meses em que o bebê está na barriga. Entre os nutrientes que não podem faltar no prato da gestante estão ferro, vitamina C, cálcio, ômega-3 e fibras.

Comer de forma correta também é a melhor maneira de garantir que a futura mamãe ganhe peso de forma adequada – isto é, nem muito nem pouco. Mulheres que comem demais estão propensas a desenvolver diabetes, por exemplo, o que oferece riscos ao bebê. Por outro lado, aquelas que fazem dietas excessivas na gestação podem deixar de oferecer nutrientes importantes ao pequeno.

Vacinação em dia

Manter a carteira de vacinação em dia é outra atitude que não pode faltar na lista de uma mãe que se preocupa com o seu filhote. Isso porque, ao se imunizar, a grávida passa os anticorpos para o bebê, protegendo-o por tabela. As vacinas recomendadas na gestação são: influenza, hepatite B e a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, que combate difteria, tétano e coqueluche. Após o nascimento do pequeno, granta que ele siga o calendário de vacinação.

Parto

Isso mesmo: a preocupação com o nascimento da criança não deve existir apenas na reta final da gravidez. E o primeiro passo é buscar informação. É essencial estudar a fundo os tipos de parto para eliminar mitos e preconceitos que envolvem esse momento. O ideal é que se evite o agendamento do parto, pois o risco de o pequeno nascer antes do tempo e desenvolver complicações é alto. Vale lembrar que, no Brasil, 35% dos bebês nascem entre 37 e 38 semanas e com menos de 2,5 quilos.

Outra maneira de se preparar para a chegada do filhote é por meio de exercícios que trabalham o períneo – região localizada entre a vagina e o ânus, que sustenta todos os órgãos pélvicos. Essa musculatura é muito exigida durante a gravidez, devido ao peso da barriga, e também na hora do parto, já que é por ali que o bebê passa. Exercitá-la ao longo dos nove meses facilita (e muito!) esse processo.

Saúde do bebê

Um dos primeiros cuidados em relação à saúde do bebê diz respeito às vacinas. Algumas delas devem ser aplicadas ainda na maternidade. Ao longo do primeiro ano de vida, há ainda um calendário de vacinação a ser seguido à risca pelos pais.

Outro importante ponto de atenção são os olhos e os ouvidos do pequeno. A visão e a audição são sentidos importantes para o aprendizado e a comunicação. Se o bebê precisa se aproximar muito dos objetos para conseguir enxergá-lo, ou franze a testa a fim de ver melhor, é sinal de que há algo errado.

Quanto à audição, indícios como a falta de reação a barulhos do ambiente ausência da fala costumam indicar problemas. O pediatra, nesse caso, deve ser procurado o quanto antes.

As visitas ao médico devem ser mensais no primeiro ano de vida, trimestrais até os dois anos e semestrais após os dois anos. Nas consultas, o profissional dá orientações sobre a alimentação, o ganho de peso, altura e perímetro cefálico, vacinas, avalia o desenvolvimento, identifica problemas ou riscos para a saúde, além de observar outros cuidados para uma vida saudável.

Alimentação

A alimentação é outro indicador de um bebê saudável. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) é de que os bebês sejam alimentados exclusivamente com o leite materno até completar seis meses. A partir daí, os pais podem iniciar a introdução alimentar, mas o bebê deve continuar mamando até os dois anos.

O leite da mãe age como uma vacina natural, protegendo o bebê de diversas doenças. Além disso, a sucção é um ótimo exercício para o desenvolvimento da face da criança, da fala, colabora na formação dos dentes e para uma boa respiração.

Quando o bebê completa seis meses, já pode consumir outros alimentos. A introdução alimentar deve se iniciar de forma lenta e gradual. A alimentação também é um aprendizado para o bebê, já que estará em contato pela primeira vez com outros sabores, cores e texturas. É um processo ao qual algumas crianças se habituam facilmente, enquanto outras levam mais tempo até a adaptação completa.

Nesse período, há que se ter bastante cuidado em relação à qualidade dos alimentos oferecidos à criança e às possíveis alergias alimentares. O consumo diário de frutas, verduras e legumes deve ser estimulado. Açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas devem ficar fora da dieta do bebê nos primeiros anos de vida.

Desenvolvimento
A primeira infância é um período muito importante para o desenvolvimento mental e emocional, e de socialização da criança. Estimulá-la nessa fase contribui para a formação de um adulto criativo e seguro.

Os pais não precisam esperar o bebê ter um número determinado de dias ou meses para começar a estimulação. Até porque, a partir do primeiro dia, quando conversam e tocam o filho, a mãe e o pai já ativam o desenvolvimento da audição e do tato, por exemplo. Até os quatro meses surgem os primeiros sinais de fala. Até os seis o bebê pode aprender a rolar. Aos nove, já consegue segurar objetos e treinar a passagem deste de uma mão para a outra, talvez já sente sozinha e engatinhe. Algumas crianças começam a andar antes de completar um ano.

Conhecer o desenvolvimento do bebê em cada fase é importante para saber identificar atrasos no desenvolvimento. Em caso de dúvida, o melhor a fazer é conversar com o médico da criança a respeito.

Segurança

Por serem pequenos e desconhecerem os perigos, os bebês precisam de maior atenção e cuidado para prevenir quedas, queimaduras, sufocação, afogamento, ingestão inadequada de medicamentos, entre outros. Quando não se locomovem, a preocupação com qualquer uma dessas situações pode ser menor. O risco é maior quando começam a engatinhar ou andar em busca de novas descobertas.

Os percalços são evitados com medidas como o uso de grades altas no berço, brinquedos grandes e inquebráveis, acompanhamento do banho, protetores de tomadas, administração de medicamentos somente com prescrição médica e instalação de grades de proteção em janelas e escadas.

O desenvolvimento de um ser humano é complexo e particular. Cada indivíduo é único e se desenvolve dentro de um padrão de tempo próprio. Cabe aos pais encorajar esse desenvolvimento e cuidar para que ele ocorra de forma sadia, contando sempre com profissionais qualificados em cuidados infantis para que tudo transcorra de forma confiável e segura.

Estímulo é tudo!

No segundo ano de vida, a criança ainda está desenvolvendo a sua coordenação motora, adquirindo o equilíbrio necessário para dominar por completo o andar, bem como suas reações de proteção e segurança face a obstáculos e desafios do ambiente que a rodeia. Começa também a experimentar, ainda que em pequena escala, movimentos de coordenação motora fina, movimentos de rodar as mãos, e outros.

Cada passo é crucial para a etapa seguinte: se a criança desenvolve uma determinada competência de movimento e é estimulada adequadamente, sente-se cada vez mais apta para desenvolver novas habilidades e fazer novas conquistas. É importante, no entanto, evitar que o pequeno “salte” etapas do seu desenvolvimento. Em cada etapa, ele aprimora capacidades motoras, que têm impacto nos âmbitos cognitivo, social e emocional, que , se não forem vivenciadas, serão perdidas.

Existem brinquedos mais adequados para esta etapa de desenvolvimento que estimulam a criança a conquistar a coordenação motora fina, potenciando os ganhos nesta fase. É o caso das bancadas de atividades, dos telefones com botões, dos tijolos de montagem, dos brinquedos empilháveis, dos brinquedos de empurrar e puxar, dos livros didáticos, etc. Estes brinquedos permitem desenvolver experiências de tirar e pôr, de reconhecimento de formas e tamanhos, de cores, etc.

Nesta fase é importante controlar bastante o tempo de televisão a que a criança é exposta, pois é uma experiência bastante passiva numa altura em que a criança tem aptidão para fazer grandes descobertas.

É importante também não esquecer as inúmeras possibilidades de brincadeiras com adultos que tanto podem estimular a criança e, ao mesmo tempo, aprofundar laços relacionais. Sugerem-se os circuitos para que a criança ultrapasse obstáculos, que podem ser criados com os objetos que temos à disposição, como cadeiras, rampas, móveis, túneis, etc. Sugerem-se também as brincadeiras com água, normalmente um grande sucesso nesta fase. E brincadeiras que envolvam movimentar o corpo, como bolas, músicas, corridas, jogos, etc. O mais importante é a criança ter alguém com quem brincar, se possível um adulto disponível, que se entusiasme com o privilégio de brincar e voltar a ser criança.

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