Medicina Baseada em Evidências

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Instituto Nascer e a Medicina Baseada em Evidências Científicas

 

 

 

Quesia Villamil e Hemmerson Magioni, Médicos Obstetras do Instituto Nascer

 

 

Desde os primórdios, a medicina é uma ciência construída sobre o alicerce do cuidado, da atenção e da doação humanitária.
Antes de existirem estudos científicos e extensas pesquisas nas áreas de microbiologia, farmacologia e psicologia, já existia o cuidado médico.

 

O tempo passou, a sociedade cresceu e todas as ciências mudaram de perspectiva. Mudou-se a maneira de construir prédios, de escrever livros. Mudou a política, mudou o ensino, mudaram os valores.

 

E a medicina? Se transformou ao longo da evolução da humanidade?

 

A medicina também mudou. Mudou muito. A construção do saber médico passou por profundas transformações. Se antes a opinião de experts e especialistas definiam a conduta a ser tomada no cuidado médico, hoje isto tem pouco valor. A medicina tornou-se, verdadeiramente, uma ciência. E como toda ciência, se baseia numa grande e exigente malha de teorias que são testadas sistematicamente e tornam-se verdade apenas quando podem ter seus resultados confirmados.

 

Com a instalação da “medicina baseada em evidências científicas”, a medicina parece aproximar-se, cada vez mais, de uma ciência exata, como a física, ou a engenharia.

 

Mas será que a cientificação da medicina trouxe bons resultados para as pessoas cuidadas pelos médicos?

 

Na verdade, observa-se que, paralelamente à evolução científica e tecnológica da medicina, houve uma perda do humanismo, da doação, do cuidado e da atenção.
Os médicos, cada vez mais preocupados em estarem oferecendo a seus pacientes tratamentos mais modernos e com melhores resultados comprovados, foram, lentamente, se afastando da pessoalidade nas relações.

 

Este é o grande risco ao tratar a medicina apenas como uma ciência. A medicina não é como a engenharia, a computação ou a mecânica, porque seres humanos não são, de maneira alguma, estruturas exatas. A reprodutibilidade de tratamentos testados em laboratório, ou mesmo em seres humanos, pode não ser possível em uma pessoa específica.

 

Os humanos, matéria tratada pela medicina, são bem mais complexos que as matérias tratadas pelas outras ciências. E é por isto que a medicina é muito mais que ciência.

 

Para ser bem cuidado, um paciente precisa, sim, de uma equipe bem afinada com as evidências científicas. Mas esta equipe também tem que estar comprometida com o paciente. E enxergá-lo na sua totalidade. O ser humano é uma máquina, também. Mas seu motor é alimentado por muito mais do que podemos ver ou sentir. A saúde de homem é incrivelmente influenciada por fatores de difícil reprodução e teste em laboratórios: seu ambiente, suas emoções, sua história, sua família.

 

O paciente hoje precisa, sim, de tudo o que a ciência tem e traz de inovação, todos os dias. Mas precisa de mais: precisa do cuidado próximo, humanitário. Precisa ser ouvido, precisa ser bem orientado, precisa de um canal aberto de comunicação com sua equipe de cuidadores. Precisa de mais do que um médico: precisa de um psicólogo, precisa de um nutricionista, de um orientador físico.

 

O paciente hoje precisa escolher. Precisa de alguém que o ajude a escolher. A decidir qual tratamento melhor se adapta às suas necessidades, qual verdade científica poderá ajudá-lo naquele momento.

 

É esta a função da medicina atual: promover saúde e bem estar, baseando-se nas verdades comprovadas pela ciência, sem, jamais, se afastar do cerne do seu trabalho: o paciente. Compartilhamento de decisões, personalização do cuidado e excelência técnica são valores que, quando aliados à uma visão que priorize resultados positivos e alto grau de satisfação dos pacientes, resultarão num cuidado à saúde merecido por cada paciente que procura a assistência médica.

 

 

 

 

 

Para mais informações entre em contato pelo telefone: (31) 3262-3538

 

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