Márcia

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Relato de Parto NOVO –  Márcia Parto Normal

Parto Normal – Márcia + Julio = Manuela – 19/05/2014

Estou vivendo um momento nostálgico na minha vida, perto de completar um ano do nascimento da Manuela. Nesse momento em que a vida está mais tranquila me deu vontade de fazer o relato do meu parto.

 

“Era uma noite tranquila de domingo, como tantas outras! Eu que sempre dormi cedo, nessa noite o sono não queria chegar e fiquei assistindo TV ate tarde. Por volta de 00:30 após um cochilo senti uma dor embaixo da barriga e falei com o Julio, meu marido, que estava dormindo: – Ju, senti uma dor estranha debaixo da minha barriga. E ele respondeu: – Não deve ser nada, fique calma. Vamos esperar. Continuei acordada vendo TV e a dor voltava de vez  em quando. Pensei: São as contrações! Será que estou em trabalho de parto? Por volta de 2 horas da madrugada as dores ficaram mais fortes, aí levantei e fui deitar no sofá da sala. As contrações avançavam e a dor mais intensa e por volta de 3 horas resolvi ir pro chuveiro.

 

Primeiro fui para o banheiro do meu quarto e a esta altura o Julio já estava acordado me ajudando. Para passar o tempo fui para o outro banheiro que tem água mais quentinha. Estava esperando amanhecer para ligar para minha GO.

 

As horas passavam, a dor aumentava e mais ou menos 5 horas ligamos para a médica. Ela nos atendeu com a doçura de sempre, nos orientou a monitoramos as contrações e que ela avisaria à doula e iria fazer a reserva da suíte de parto do Santa Fé. Amanheceu e as 6h30 a médica ligou dizendo que estava tudo certo no hospital e falamos para ela que em 1 hora contamos 14 contrações. Ela então disse para irmos para a maternidade que estaria lá esperando por nós. Meu coração estava a mil! Esperei o Julio pegar as bolsas no sofá gemendo de dor e formos para o hospital. No trajeto fui me retorcendo no banco do passageiro a cada contração e pagamos um trânsito “daqueles”,já que era manha de segunda-feira.

 

Ao chegarmos ao hospital não sabíamos nem onde estacionar o carro, pois não tinha dado tempo de conhecer a maternidade. No saguão do hospital a Dra. Quésia veio ao nosso encontro, me abraçou e nos levou para a sala de exame. Após me examinar ela disse: – Adivinha quantos cm de dilação? Eu respondi: Ah! Não sei, talvez 5. Eu sabia que com 5 cm a gestante pode ir para a maternidade. Ai, ela respondeu: – 5 cm. Vai nascer hoje! Eu sorri sem acreditar! Pedi ao Julio para resolver a parte burocrática do hospital e fui com a Dra. para a suíte de parto.

 

Ao chegar na suíte a Doula Isabel já havia chegado, me ajudou com as bolsas, conversamos, nos apresentamos, já que a doula que me acompanhou na gestação estava viajando. Ela me mostrou a suíte de parto, a banheira, o chuveiro, a bola de pilates e etc. Perguntou que música gostávamos de ouvir, aí me deu conta que havíamos esquecido os CDs, o pen drive, rsrsr. Mas a doula providenciou uma música calma e começamos a tirar umas fotos.

 

Durante esse tempo todo as contrações me acompanhavam, mas passei batom para sair bem na foto, rsrsr. E a cada contração ela pegava nas minhas mãos e falava para eu respirar fundo! Resolvi sentar na bola de pilates e lá fiquei um bom tempo. Fiz um lanchinho, depois fui para o chuveiro e estava lá firme. Não pensava em desistir do parto normal. A Dra. Monitorava o batimento cardíaco da bebe regularmente e estava tudo bem, graças a Deus! No fim da manha já estava com 7 cm.

 

A dor ficava mais forte e fui para a banheira. A água estava fria, aí a doula  e o Ju esquentaram água com ebulidor numa banheira de bebê, foi engraçado, rsrsr. E eu fiquei lá na banheira, a cada intervalo entre uma contração e outra tirava fotos lindas desse momento único, mágico! Mas, não aguentava mais e falei com o Ju:- Quero analgesia! E comecei a sentir muito frio! Já passava das 2 horas da tarde quase três e quis deitar na cada da suíte, pois estava com muito frio e senti mais confortável enrolada nos lençóis, com o amor e apoio do marido e as doces palavras da doula.

 

Mais um exame de toque e urrei de dor!!! Era 8 cm. Pedi analgesia! Não aguentava mais,,, Fui para o bloco, tomei analgesia e a dor foi aliviando, aliviando até sumir. Descansei! Ocorre que, o batimento cardíaco da bebê acelerou e não pude voltar para a suíte. Deu medo! As Dras. Quésia e Alessandra me acalmaram junto com a doula. Pedi para não ouvir o batimento cardíaco do bebê porque estava nervosa e com medo! Mesmo com analgesia sentia a barriga endurecer.

 

As contrações eram monitoradas, nessa ocasião, pela Dra. Alessandra. O efeito da analgesia passou e pedi mais um pouco, não queria mais sentir dor. A bolsa estourou (eu não senti) quando a Dra. Quésia foi fazer o exame de toque e já estava com 9 cm, quase! Mas doía muito… Fui para banqueta e parto e nunca senti tanta dor! Fiz tanta força que evacuei. Mas, não dei conta, tava doendo demais e pedi desesperadamente: – Me ajuda Dra. Quésia! Não aguentei a posição da banqueta e quis deitar.O Ju esteve o tempo todo ao meu lado, me dando força, me incentivando, me apoiando.

 

 

As enfermeiras amarraram meus pés e a Dra. Alessandra toda delicada me avisou e eu disse: – Tudo bem! A doula levou da suíte de parto o bloco umas velas perfumadas para dar um clima no bloco, achei fofo! Comecei a sentir mais frio e perdi a concentração e não conseguia mais fazer força. Me perguntava: – O que está acontecendo? Só dependia de mim. Minha filha estava chegando! Esperei tanto por isso! E lembro que o Ju falou no meu ouvido: – Vai, força nossa filha ta nascendo! Aí, eu não sei de onde tirei força e a Manu nasceu às 19h24 do dia19 de maio de 2014.

 

 

Sinto até hoje o corpinho dela escorregando dentro de mim. Ela veio para os meus braços com os olhos vivos! Linda! Não acreditava! Não lembro do choro, acho que  não chorou. Eu que chorei de emoção! O Ju cortou o cordão umbilical, ela ficou comigo o tempo todo e sou mais feliz tenho certeza disso, pois tenho  minha família. Não foi um parto fácil, foi um parto vaginal assistido com vácuo extrator, mas estava sob os cuidados de profissionais competentes do Instituto Nascer e por isso me senti segura e eu “dei conta”!”