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Documento, uma ferramenta ainda desconhecida que fomenta diálogo entre gestante e equipe médica durante o pré-natal, gera polêmicas.

O plano de parto não é um documento rígido afirma o Obstetra e Diretor Técnico do Instituto Nascer Hemmerson Henrique Magioni. É apenas uma “carta de intenções”. Os direitos e os deveres da mãe e do médico são permeados pelo respeito à autonomia médica e pelo respeito à autonomia do paciente sobre seu próprio corpo. Esse talvez seja um ponto nevrálgico dessa questão: respeito. A autonomia do médico é muito clara no Brasil, onde o médico pode fazer tudo. Já o respeito à autonomia do paciente ainda é muito incipiente, ou seja, o paciente não pode nada. Isso é reflexo de uma sociedade imatura e jovem como a nossa e isso é sentido em outras áreas, onde o cidadão é pouco respeitado pelo governo. O plano de parto vem justamente estabelecer esse equilíbrio entre o que o médico orienta como caminho e o que a mãe deseja após ser orientada sobre todos os possíveis procedimentos a serem realizados antes, durante e depois do parto.

Fonte: Jornal O Tempo – 10/03/19 – Por Aline Gonçalves

https://www.otempo.com.br/interessa/plano-de-parto-detalhes-da-maior-expectativa-1.2146927