image(4)

Fisioterapia

Esta publicação foi postada no dia por .

Por que fazer fisioterapia na gravidez?

 

 A Fisioterapia na gravidez, diferentemente do que se pensava que deveria ser realizada somente quando a mulher sentisse dor ou algum desconforto, quando na verdade a Fisioterapia na gravidez deveria ser uma atitude preventiva da mulher para as diversas mudanças durante a gravidez, independente do tipo de parto que terão.

Os hormônios envolvidos na gravidez levam a uma frouxidão dos ligamentos o que deixa as articulações mais instáveis e, associado ao aumento do peso corporal e às modificações posturais, aumenta o risco de desconfortos e dores principalmente na coluna e pelve.

Estas mudanças fisiológicas também predispõe a gestante a disfunções do assoalho pélvico. O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, fáscias e ligamentos que fecham a cavidade pélvica e estão envolvidos nas funções urinárias, evacuatórias, sexuais, sustentação dos órgãos (bexiga, útero e reto) e no parto. A incontinência urinária é a disfunção mais comum na gravidez acometendo aproximadamente 60% das mulheres, podendo ou não persistir após o parto.

A fisioterapia, quando realizada corretamente, auxilia tanto na prevenção quanto no tratamento de dores musculoesqueléticas e de disfunções do assoalho pélvico, auxilia na preparação para o parto e para o pós-parto.

A conduta fisioterapêutica é traçada após avaliação minuciosa das funções dos músculos do assoalho pélvico (força, resistência, tônus, controle e coordenação), avaliação da postura e dos músculos envolvidos na estabilização pélvica, como músculos da coluna, abdominais e glúteos.

A intervenção é realizada de forma individual e inclui treinamento dos músculos do assoalho pélvico (de acordo com as disfunções apresentadas), alongamento e fortalecimento muscular, trabalho postural, terapia manual, uso de compressas, exercícios e orientações para redução de cãibras, inchaço e desconfortos respiratórios. Orientações para correção de posturas inadequadas nas atividades de vida diária também são de extrema importância. A conduta dependerá das necessidades de cada mulher que também variam de acordo com a idade gestacional.

No terceiro trimestre é enfatizada a preparação para o parto normal através de técnicas de conscientização do corpo e da pelve, controle dos músculos do assoalho pélvico através do treino do relaxamento e da força expulsiva e a massagem perineal, que ajudará a aumentar a flexibilidade dos músculos para o momento do nascimento. Além disso, é realizado o treino com o aparelho EPI NO (a partir de 37 semanas) que simula a cabeça do bebê no parto e possibilita o treino da força expulsiva associada a técnicas respiratórias. Isso contribui para preparação física e psicológica da gestante que se sente mais segura e confiante no seu corpo.

No pós-parto, sabemos que a mulher está envolvida com a amamentação e cuidados com o bebê, mas é muito importante a avaliação fisioterapêutica e realização de exercícios modificados para o abdome e também para o assoalho pélvico, auxiliando na recuperação perineal e reduzindo o risco de incontinência urinária.

Texto escrito por: Renata Cangussu e Ana Paula Miranda, Fisioterapeutas do Instituto Nascer

 

Para mais informações entre em contato pelo telefone (31) 3262-3538