Fisioterapia

Esta publicação foi postada no dia por .

Por que fazer fisioterapia na gravidez?

 

Texto sugerido: Renata Cangussu Coordenadora do Setor de Fisioterapia do Instituto Nascer

 

Durante a gravidez ocorrem diversas adaptações físicas necessárias ao crescimento e desenvolvimento fetal. Essas mudanças podem causar desconfortos e limitações nas atividades da vida diária da mulher grávida. Alguns dos sintomas persistem após o parto, quando surge a sobrecarga das atividades relacionadas aos cuidados com o bebê.

A realização de Fisioterapia já no pré-natal prepara o corpo da mulher para as exigências solicitadas pela gravidez e o pós-parto. São realizados exercícios de fortalecimento e alongamento de músculos específicos, exercícios aeróbicos orientados, conscientização corporal, correção de posturas inadequadas nas atividades de vida diária, exercícios de relaxamento e de respiração. Esses exercícios auxiliam ainda no alívio de desconfortos como câimbras, inchaço e falta de ar, além de ajudar na preparação para o parto. Na visão atual do parto, a mulher é tida como protagonista do nascimento do seu filho, exercendo papel ativo. Por isso, a percepção do seu próprio corpo desde o período gestacional, aliada à preparação física, aumenta seu conforto, proporciona bem-estar e gera segurança e confiança para o tão esperado momento do parto.

Além da preparação global do corpo, também é recomendável que a gestante tenha cuidados específicos com o assoalho pélvico. O assoalho pélvico é um conjunto de tecidos de revestimento que fecha a cavidade inferior da pelve (músculos, ligamentos e fáscias). Em conjunto, essas estruturas sustentam os órgãos pélvicos (bexiga, útero e reto), além de terem função no controle da urina, das fezes e na atividade sexual.

Os músculos do assoalho pélvico, também conhecidos como músculos do períneo, tendem a enfraquecer durante a gravidez por causa do efeito de hormônios, além da sobrecarga gerada pelo aumento de pressão abdominal. Este enfraquecimento pode trazer disfunções como a perda involuntária de urina, que atinge 60% das gestantes, podendo persistir após o parto.

Durante a gestação o fisioterapeuta avalia o controle, a coordenação, o tônus, a força e a resistência dos músculos do assoalho pélvico e os reabilita de acordo com as deficiências apresentadas. Todas as gestantes devem realizar exercícios para esses músculos, mesmo se não têm sintomas e independentemente do tipo de parto que escolherem.

Ao contrário do que muitas mulheres pensam, o parto normal não é o responsável por disfunções do assoalho pélvico. Com a realização de Fisioterapia durante a gestação, já é possível preparar a musculatura para diminuir as chances de uma possível lesão muscular durante o parto. Estudos têm mostrado que as mulheres que reforçam a musculatura perineal por meio de exercícios durante o período gestacional e após o parto apresentam menores chances de apresentarem disfunções no assoalho pélvico no futuro, quando outros fatores, como o envelhecimento e a menopausa, são desencadeados. Por isso, a Sociedade Internacional de Continência recomenda que todas as mulheres façam exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico desde o período gestacional.

A Fisioterapia atua através de ações preventivas e de promoção à saúde da população feminina ao longo da vida, sendo que várias dessas ações são propícias de serem implementadas durante a fase reprodutiva visando à vivência de uma gravidez, parto e pós-parto com maior qualidade e bem-estar.
Texto escrito: Sabrina Baracho, Fisioterapia e Saúde da Mulher 
Para mais informações entre em contato pelo telefone (31) 3262-3538