Trabalho: Voltar… sem culpa.

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Trabalho: voltar… sem culpa.

 

Texto sugerido por Daniela Bittar, Psicóloga do Instituto Nascer

 
 

Se a mulher tem uma carreira próspera, um trabalho satisfatório, um trabalho voluntário ou até mesmo um hobby, por que deseja ter um bebê? Normalmente chega um momento — para algumas mulheres um mês após o parto, para outras vários anos depois — em que a pergunta “E eu?” começa a incomodá-la. Algumas mulheres, durante a gravidez, já planejaram quando irão voltar ao trabalho ou retomar determinado projeto que foi deixado de lado. Outras dançam conforme  a música. Seja qual for o estilo, elas sempre precisam lidar com as mesmas duas questões: “como posso fazer isso sem me sentir culpada?” e “quem irá cuidar do bebê?”. 

 

A culpa é uma maldição da maternidade. A culpa não é algo que você possa carregar eternamente consigo, então representa verdadeira perda do seu precioso tempo na Terra. hoje tendemos a nos condenar quando quando deixamos de fazer algo. Algumas mulheres sentem-se absolutamente inadequada por que são “apenas mães” ou “apenas donas de casa”. As mães que trabalham, tem carreiras brilhantes ou apenas um emprego para pagar as contas, no entanto, também se sentem muito mal em relação a elas mesmas, mas por motivos diferentes: “minha mãe me acha horrível por ter voltado a trabalhar” — uma mulher pode dizer — “ela diz que eu estou perdendo os melhores anos da vida do meu bebê”.

 

As mulheres que optam por trabalhar fora de casa ponderam muitos elementos antes de tomar tal decisão, entre eles o amor que sentem pelo filho. Mas é também uma questão de dinheiro, satisfação emocional e auto-estima. Algumas mães confessam que ficariam malucas se não tivessem algo para fazer que fosse apenas delas, independentemente de serem ou não pagas por isso. Amar e cuidar do bebê não significa que a mulheres deve desistir dos seus sonhos. O trabalho não transforma as mulheres em mães ruins, ele as faz ter poder e autonomia suficientes para dizer: ” É assim que será”.

 

Obviamente, algumas mulheres não têm escolha financeira a não ser trabalhar. Outras trabalham por sua própria satisfação. Esteja envolvido o aspecto financeiro ou não, o importante é que essas mulheres estão executando atividades que auxiliam em seu crescimento pessoal . E elas não precisam se desculpar, nem as mulheres que ficam felizes em cuidar da casa.

 

A verdade é que, embora alguns homens sejam rigorosamente envolvidos com o bebê e com a casa, muitas mulheres ainda carregam nos ombros a maior parte da carga referente ao bebê. E a situação se agrava quando sã  mães solteiras, que não têm o “luxo” de um companheiro que chega em casa “a noite. Não há nada errado em querer, no mínimo, ser capaz de atender ao telefone, almoçar com as amigas, sentir que você é algo mais que uma mãe. Bombardeada por conselhos e oprimida pela responsabilidade, você se sente absolutamente perdida no centro do furacão e cai com facilidade na armadilha da culpa.  As mães costumam oscilar entre os dois extremos: dedicação irrestrita ou ausência de intervenção; “Eu amo este bebê e quero ser a melhor mãe que puder. Mas será que tenho de desistir da minha vida?”

 

Se você não tiver tempo de fazer algo que alimente sua alma, a vida se dirige totalmente ao bebê. E admita: existem tantas coisas que você pode fazer com ele, tantas conversas que você pode ter sobre ele… Em vez de sentir-se culpada, é melhor usar sua energia para encontrar soluções que melhorem sua situação. Se você quer ou precisa trabalhar doze horas por dia, descubra formas de tornar seu tempo em casa mais significativo. Não trabalhe nos finais de semana. Quando estiver em casa, mantenha sua mente lá dentro, e não no escritório. Até mesmo os bebês sentem quando você está distante. 

 

Por fim, uma dica: repita este “mantra” para si mesmo quando estiver sentindo culpa: “Ter tempo para mim não significa magoar meu bebê”.

 

 

Extraído do livro  “Os Segredos de uma encantadora de bebês”, de Tracy Hogg e Melinda Blau.

 
 
 
 
 

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