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10 coisas que as doulas gostariam que toda grávida soubesse

Foto: Getty Imagens

A doula americana Miranda Levy compartilha dicas para que as mullheres passem pela gravidez, parto e pós-parto de forma mais leve e bem informadas.

Por mais que você pesquise e busque informações em fontes confiáveis, a preparação para a gravidez e para o parto sempre vem acompanhada de muitas dúvidas e inseguranças. É aí que entra o papel das doulas e obstetrizes. Além de ajudarem no suporte emocional nessa fase, elas colaboram compartilhando dicas, cuidados, protocolos…

Em um depoimento ao site Insider, a doula americana Miranda Levy disse como esse trabalho pode ajudar a gestante a se sentir mais confiante para a chegada do bebê e para os cuidados com o recém-nascido. “O objetivo é educar e apoiar quem está passando por um processo intenso e extremamente pessoal que é o nascimento. A doula está sempre lá para responder perguntas, ajudar a fazer perguntas para o obstetra e fornecer qualquer apoio necessário durante a gravidez, durante o trabalho de parto e após o nascimento do bebê”, afirmou. 

A seguir, ela compartilha conselhos que, como doula, gostaria de dar para toda mulher que está gestando: 

1. Você tem a liberdade de trocar de obstetra, se quiser

É o seu parto. Você merece se sentir confortável e segura. A equipe médica e de acolhimento te acompanhará na sua fase mais vulnerável, então criar uma relação respeitosa e saudável é importante. Se a dinâmica não estiver funcionando para você, independente do motivo, você tem, sim, a possibilidade de procurar outro profissional a qualquer momento da gravidez. 

2. Não tenha medo de perguntar

Quanto mais informação você tiver, menos surpresas você terá. Faça o maior número de perguntas possível, desde as primeiras consultas e encontros. Questione os protocolos de trabalho, as taxas de cesarianas e induções… 

3. Não tome decisões sem antes se informar

Antes de tomar qualquer decisão sobre o pré-natal ou o parto, sempre mapeie suas possibilidades: quais são os benefícios, os riscos, as alternativas… Sempre que houver dúvida, vale relembrar com a equipe médica quais são as opções mais seguras para você e para o bebê. 

4. Faça aulas para se preparar para o parto

Vários hospitais e casas de parto oferecer cursos que ajudam as mulheres a se prepararem melhor para o nascimento e os primeiros meses com o bebê. Se tiver a oportunidade de participar de um, não deixe escapar. Pode ser uma ótima fonte de informação, além de ser um espaço superqualificado para trocar experiências com outras mães e tirar dúvidas extras que surgirem. 

5. A DPP nem sempre é confiável

A Data Provável de Parto (DPP) é uma estimativa de quando o bebê deveria nascer. Mas, na prática, nem sempre ela é seguida à risca. Esteja preparada para dar à luz a partir da 37 semana de gestação. O bebê pode vir a qualquer momento a partir daí, até a 41ª semana. Para organizar a rotina, pense sempre que seu filho pode “se adiantar” ou atrasar duas semanas. 

6. É normal sentir medo em relação ao parto

É absolutamente normal e esperado que durante a gravidez surjam inseguranças sobre o nascimento do bebê. Uma das coisas que podem ajudar é listar e escrever seus medos, para depois conversar sobre eles com a equipe médica. Muitas vezes podemos mudar certos protocolos, sem colocar em risco a saúde da mãe e do bebê, para que a gestante se sinta mais confortável.

7. Alguns objetos podem facilitar a hora do parto

Antes de dar à luz, pense em quais itens te ajudariam a se sentir mais à vontade e confortável para parir. Pode ser um cheirinho que te traga boas memórias, um casaquinho, uma bola de exercício, velas, caixa de som com música ambiente, máscara para olhos… Não existe certo e errado. Opte por aquilo que pode te fazer bem. 

8. O parto não é como retratam nos filmes e na televisão

Esqueça as cenas de parto que você já viu em filmes, séries, novelas… Nem tudo o que é retratado na ficção de fato acontece na vida real. Um exemplo: não é tão comum que a bolsa rompa já no primeiro sinal de trabalho de parto, como acontece nas produções de Hollywood. As coisas são bem diferentes fora das telonas.

9. Nenhum parto é igual ao outro

Não tome as experiências de outras pessoas como se fossem suas também. Não dá para negar: todo parto, em casa ou no hospital, pode vir com possível obstáculos e complicações. Por isso mesmo, encontre uma rede de apoio e uma equipe médica em que confie muito. Não tenha medo de pesquisar e nem de se posicionar. O importante é que você se sinta bem. 

10. Assuma o protagonismo

Assuma o protagonismo da sua gestação e do seu parto! O Brasil é um país campeão de cesarianas desnecessárias, onde o parto normal é quase sempre uma experiência negativa, sofrida e por vezes até violenta. Vivemos numa cultura ao nascimento “tocofóbica”. Precisamos urgentemente combater a cultura do medo – e isso se faz com informação – é o único caminho capaz de nos restituir a liberdade para nascer.

*Fonte: Portal globo.com / Crescer Online 02/03/22.

Hemmerson Henrique Magioni, Médico Obstetra e Diretor Técnico do Instituto Nascer – CRM-MG 34455