Existem diferentes formas de dar à luz, uma delas é o parto na água. Do útero da mãe, diretamente para uma banheira ou piscina, é assim que muitas crianças chegam ao mundo. Famosas como Gisele Bündchen e Bela Gil optaram por essa modalidade. Mas afinal, como ter um parto água? Quando ele é recomendado? Para esclarecer essas dúvidas, continue lendo esse post.
O parto normal na água é quando a mãe dá à luz imersa em uma banheira ou piscina. A técnica é antiga e nos últimos anos tem se tornado frequente no Brasil. Em alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra, o parto na água já é comum há alguns anos. Dar à luz imersa em uma banheira pode ser algo previamente escolhido pela mulher ou, muitas vezes, acontece porque foi ali que a mãe conseguiu relaxar e aliviar as dores. O efeito anestésico é, justamente, o principal benefício do parto na água.
BENEFÍCIOS DO PARTO NA ÁGUA PARA A MULHER
O parto na água apresenta vantagens muito importantes. A principal delas é a diminuição das dores. A água morna, por volta dos 37º graus, proporciona relaxamento muscular profundo, o que ajuda a atenuar as contrações. Esse efeito anestésico da água, geralmente abrevia o trabalho de parto e diminui a necessidade de intervenção médica. A água também proporciona uma sensação de leveza, o que aumenta a mobilidade da mulher, que poderá escolher a melhor posição para a dar à luz.
Além disso, a técnica diminui a sensação de cansaço e, por ser parto normal, apresenta uma recuperação mais rápida. Uma grande vantagem do parto na água é a participação ativa da mulher em todos os momentos, o que proporciona mais segurança e satisfação pessoal para a mãe.
BENEFÍCIOS DO PARTO NA ÁGUA PARA O BEBÊ
Durante os noves meses em que estava sendo gerado, o bebê ficou dentro do útero imerso no líquido amniótico. Por isso, ao nascer na água, em temperatura e ambiente semelhante ao do útero, ele sente menos os efeitos externos, como luz e barulho, chegando ao mundo de forma mais natural e menos traumática. Além disso, o parto normal melhora a respiração do bebê.
QUEM PODE TER UM PARTO NA ÁGUA?
Toda mulher que teve uma gestação saudável e de baixo risco, sem complicações para ela ou para o bebê pode optar pelo parto na água. A mãe deve entrar na banheira ou piscina no início das contrações, para a água diminuir as dores e acelerar o início do parto.
O parto na água não é indicado para mulheres com hipertensão, diabete, pré-eclâmpsia, entre outros fatores de risco.
DÚVIDA COMUM: O BEBÊ PODE AFOGAR?
Esse é o medo de muitos pais, mas não há risco de o bebê se afogar após o nascimento. Nos primeiros segundos, o recém-nascido ainda está respirando por meio do cordão umbilical, que só é cortado depois que o bebê é entregue para a mãe e passa alguns minutos no colo. Esse momento, inclusive, é muito importante para estabelecimento de vínculos da criança com os seus pais, e deve ser respeitado. Mais artigos como este estão disponíveis no blog do Instituto Nascer. Acesse e saiba mais sobre obstetrícia, ginecologia, pediatria e cenário de parto.