Durante muitos anos, o parto normal foi a principal forma de dar à luz. As mães esperavam pelo desfecho da gravidez, com a natureza indicando o momento certo do bebê nascer. Ainda hoje, obstetras de todo o mundo recomendam o parto normal, sem intervenção cirúrgica, sempre que as condições clínicas da mulher permitirem. O parto é um evento fisiológico. Essa característica precisa ser respeitada.
Em países da Europa, por exemplo, as taxas de parto normal ultrapassam 80%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Uma realidade muito diferente do Brasil, onde muitas cesáreas ainda são feitas sem acolher os anseios da mãe. O parto normal, além de beneficiar diretamente a mãe e o filho, dá à mulher a oportunidade de ser protagonista em um momento tão especial e transformador.
BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL
Crianças nascidas de parto normal respiram melhor. Isso porque quando o bebê passa pelo canal da vagina, o seu tórax, assim como o restante do corpo, é comprimido. Dessa forma, o líquido amniótico que está dentro dos pulmões é expelido pela boca. Essa ação facilita o primeiro suspiro logo após o nascimento. Além disso, as contrações da mãe estimulam o bebê a produzir o hormônio cortisol, que é muito importante para o bom funcionamento dos pulmões da criança.
O parto normal também influencia na amamentação. Os hormônios ocitocina e prolactina, liberados durante o trabalho de parto, aceleram a descida do leite. Assim, quando a criança nasce, a mãe já tem leite para amamentar. A mulher também é beneficiada diretamente pelo parto normal, que apresenta uma recuperação muito mais rápida. Geralmente, 48 horas após o nascimento, mãe e bebê já recebem alta. Além disso, a mulher tem menos restrições, menos dores e consegue voltar a sua rotina mais facilmente.
PARTO NORMAL TAMBÉM SIGNIFICA SEGURANÇA
A cesárea é uma operação, por isso, envolve riscos de infecção, assim como qualquer outra cirurgia no abdômen, por exemplo. O número de bebês que precisam ir para a UTI após o parto normal, é menor quando comparado aos que nascem de cesariana. Desta forma, dar à luz da forma como a natureza determinou, sem intervenções, é mais seguro.
Mas vale destacar, que se considera aqui apenas as questões relacionadas aos riscos de infecção cirúrgica. Muitas vezes, dependendo das condições clínicas da mulher e do bebê, uma cesárea pode, sim, ser a opção de parto mais segura.
A DOR AINDA É A MAIOR PREOCUPAÇÃO? SAIBA QUE É POSSÍVEL REDUZI-LA
Muitas mulheres ainda veem o parto como um momento de sofrimento, de dor extrema. Mas, atualmente, existem métodos avançados e cuidadosamente pensados para amenizar as dores e desconfortos do parto. Além disso, com preparação e acompanhamento multidisciplinar (doula, fisioterapeuta, enfermeira), é possível aprender métodos e posições de alívio da dor, sem o uso de medicamentos. A mulher participa ativamente de todo o processo.
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