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Você sabe o que é “Imprinting”?

*Natalia Diniz Fotografia

O “Imprinting” é um fenômeno em que os filhos reconhecem suas mães assim que nascem. É fundamental para fortalecer o vínculo e o apego entre mãe e filho que começa na gestação.

Para cada espécie existe um ritual, um “gatilho”, para que ambos se reconheçam em cada papel. Nos seres humanos, o “Imprinting” é feito quando o recém-nascido olha fixamente nos olhos de sua mãe. Essa descoberta rendeu o Prêmio Nobel de Medicina ao pesquisador Konrad Lorenz, em 1973. É a primeira impressão do mundo externo que fica “carimbada” na mente dos bebês.

Hoje esse tema está na mídia porque, com a evolução das grandes maternidades e dos procedimentos obstétricos, muitas mães não veem seus bebês logo que nascem ou dão somente aquela olhadinha. O bebê precisa ser secado, estimulado, aspirado, pesado, medido, furado… Nossa, quanta coisa para um bebê que acabou de nascer! Que tal invertermos a ordem? Primeiro o bebê olha para sua mãe, sente seu cheiro, ouve sua voz… O resto pode esperar!

Tanto pode que, recentemente, o Ministério da Saúde recomendou que os bebês só sejam submetidos às medidas e outros procedimentos após a primeira hora de vida. Também recomendou que os bebês, logo que nascem, devem ficar junto de suas mães para que haja o “Imprinting”, seja qual for o tipo de parto. Mas qual é a realidade? Nas maternidades com um grande volume de atendimentos ocorrem vários partos ao mesmo tempo e fica aquela correria.

Não dá tempo de deixar a mãe ver o bebê sem pressa, de pesar e medir depois, etc, pois já tem outro nascendo em outra sala que não pode ficar sem assistência. Algumas mães conseguem driblar o sistema levando sua equipe particular, mas e as outras? O principal argumento é que não há o número suficiente de funcionários para proporcionar esse momento essencial para cada família. Muito além da quantidade, deve-se mudar o modo de pensar de quem trabalha na assistência ao parto.

Não é “mais um bebê” que nasceu no seu turno. É “o bebê” daquele casal que esperou muito por ele. Existem muitos hospitais, que mesmo com pouco pessoal, conseguem oferecer um parto respeitoso para suas pacientes. É com a mudança de pensamento que ocorre a mudança de postura e, aí sim, conseguiremos melhorar a assistência ao parto e proporcionar a mães e filhos um momento único e inesquecível que lhes é de direito.

•Texto sugerido por Hemmerson Magioni, Médico Obstetra e Diretor Tecnico do Instituto Nascer – CRM-MG 34455.

*Fonte: Vania Gato / Portal Daqui Dali