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Coronavírus: como proteger as crianças em casa e na escola?

Em tempos de coronavírus (COVID 19), as crianças devem ir à escola?

Essa dúvida já deve ter passado pela cabeça de muitos pais. Até o momento, não há nenhuma recomendação para os pequenos ficarem em casa, se não estiverem com os sintomas.

No entanto, é preciso ficar de olho nos cuidados que devem ser tomados para evitar a contaminação e propagação do vírus, visto que o Brasil já confirmou  casos de pessoas que foram infectadas pelo COVID 19.

Quais são os riscos para as crianças?

Elas não estão no grupo dos quadros mais graves e a letalidade nessa faixa etária é próxima de zero. Mas, é preciso avaliar cada caso, já que crianças que passaram por um transplante recente ou estão realizando sessões de quimioterapia podem ter comportamentos diferentes.

Quais são os cuidados na escola?

Quando chegam à escola, as crianças brincam juntas e compartilham brinquedos. Sendo, assim, é quase impossível controlar esse contato. No entanto, uma das dicas mais essenciais é conscientizar os alunos quanto à etiqueta da tosse (cobrir a boca com a parte interna do braço quando for tossir ou espirrar) e à higienização das mãos, não só devido ao coronavírus, mas também por causa de várias outras viroses que podem ser transmitidas.

O ideal, assim, é lavar bem as mãos e várias vezes. Toda a superfície delas deve ser lavada, inclusive embaixo das unhas e entre os dedos. O álcool em gel também é extremamente eficaz.

Outra dica é que as crianças levem para escola, garrafinha de água para consumo e evitar os bebedouros.

Meu filho pode ir à escola? 

Depende. Se a criança não demonstra nenhum sintoma de febre, tosse ou coriza, não há nenhuma recomendação para ela ficar em casa. No entanto, se ela começar a apresentar esses sintomas, os pais devem evitar de levá-las à escola, porque o vírus, mesmo que seja o de uma gripe comum, pode se propagar.

Quando devo levar meu filho ao hospital? 

Ao constatar que estão doentes, as pessoas, geralmente, pensam em ir ao pronto-socorro. Isso se agrava quando falamos de crianças, já que elas são mais vulneráveis. Mas, nem sempre ir a um hospital é o mais recomendado, pois nesse tipo de lugar, há grande circulação de vírus e outras doenças contagiosas. Como o coronavírus tem sintomas semelhantes aos da gripe, como tosse, febre e dor de garganta, é possível que as pessoas fiquem assustadas e corram logo para o hospital sem necessidade.

Por isso, é preciso manter a calma e avaliar os sintomas.No caso das crianças, os pais devem acompanhar seu quadro clínico. Se o filho estiver mais cansado, respirando com dificuldade, com febre e sem vontade de brincar, o recomendado é levá-lo ao médico, porque é possível que ele precise de um suporte para a respiração.

É recomendado o uso de máscaras em lugares com aglomeração, como o transporte público?

Não. As máscaras são eficazes em situações específicas. Para profissionais da saúde, por exemplo, o uso é recomendado porque a proximidade com os pacientes que já tem algum sintoma aumenta o risco de infecção.

Outra situação em que a máscara é extremamente eficaz é para o paciente doente, pois ela diminui a chance de ele disseminar partículas de saliva contaminada no ambiente. Agora, o que está acontecendo é uma procura muito grande por máscaras entre a população em geral e os hospitais, onde as máscaras são essenciais para a rotina, estão começando a ter dificuldade de compra.

As crianças que viajaram para um país com grande circulação do vírus devem fazer o teste?

Não. As crianças só devem ir ao hospital fazer o diagnóstico do coronavírus se estiverem doentes. “Ir sem os sintomas não é recomendado. Mesmo que a criança tenha viajado para uma área com grande risco de infecção. Essa atitude pode lotar as unidades de saúde sem necessidade.

São considerados casos suspeitos de COVID-19 Coronavírus as seguintes situações:

– Situação 1: Febre E sinal/sintoma respiratório E viagem para áreas afetadas nos últimos 14 dias
– Situação 2: Febre OU sinal/sintoma respiratório E contato próximo de caso suspeito e confirmado nos últimos dias.

Vale ressaltar que o COVID-19 Coronavírus ainda não foi confirmado em Belo Horizonte e região metropolitana, mas já existem casos em investigação.

FONTE: Revista Crescer – Globo

Texto adaptado pela Pediatra e Coordenadora do Setor de Pediatria do Instituto Nascer, Dra. Mariana Fernandino CRM-MG 47.183